Depois da importante vitória sobre o Sport por 1 a 0, na última
terça-feira, pela Taça
Libertadores da América , o Palmeiras voltará momentaneamente o
seu foco para a disputa do
Campeonato Brasileiro .
No sábado, a equipe estreia na competição enfrentando o
Coritiba , às 18h30m, no Palestra
Itália.
E certamente algumas questões passam pela cabeça do
técnico Vanderlei Luxemburgo: qual time escalar? É melhor poupar os
titulares? Até porque na terça-feira, o time define a sua vida no
torneio sul-americano, novamente contra o Sport, dessa vez na Ilha
do Retiro.
Na manhã desta quinta-feira, nenhuma pista foi dada. O treinador
não conversou com os jornalistas e os jogadores não trabalharam com
bola. Correram rapidamente pelo gramado e fizeram trabalho de
recuperação física na banheira. Com isso, a definição ficará para a
tarde desta sexta-feira, quando acontecerá novo treinamento.
O zagueiro Maurício Ramos, que conversou com os jornalistas após o
treinamento, se colocou à disposição para o final de semana.
- Nosso time é jovem e está preparado para enfrentar a maratona de
jogos. A gente joga na quarta e, até domingo, já deu tempo para
recuperar. Agora, temos de esquecer o Sport e pensar apenas no
Coritiba – afirmou o defensor.
Luxemburgo define nesta sexta se poupará titulares contra o Coritiba escrito em quinta 07 maio 2009 14:47
Cabeleira de Ortigoza fez a diferença na hora do gol, brinca Cleiton Xavier escrito em quarta 06 maio 2009 14:22
Meia palmeirense faz piada de visual do atacante paraguaio, que recebeu o tento solitário da vitória sobre o Sport na súmula da arbitragem
O cabelo diferente de Ortigoza já rendeu ao atacante o apelido
de “Coalhada”, em referência ao personagem de Chico
Anysio. E depois de ter o gol da vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Sport, pelas oitavas-de-final da Taça
Libertadores, anotado para si pelo árbitro Sergio
Pezzota, o meia Cleiton Xavier acredita que as madeixas do
paraguaio, no mínimo, rasparam a bola após a sua cobrança de
falta.
Ortigoza foi o responsável por sofrer a falta que originou o gol
palmeirense. E na cobrança da infração de Cleiton Xavier, o
atacante fez o movimento de cabeceio que iludiu o goleiro Magrão,
do Sport, aos 30 minutos do segundo tempo da partida realizada no
Palestra Itália.
- O juiz foi perguntar para ele (Ortigoza) se tinha encostado na
bola na hora do gol e ele respondeu que sim. Ele deve ter raspado
com aquele cabelo, só pode ser – brincou Cleiton Xavier, sem
se incomodar com o fato de não receber os méritos pelo
feito.
Malandragem ou não do paraguaio, o camisa 10 palmeirense afirma
que ficou satisfeito com o resultado. O 1 a 0 no Palestra Itália dá
ao time de Vanderlei Luxemburgo a vantagem de poder empatar por
qualquer placar na partida de volta, na Ilha do Retiro. Caso o
Sport faça 1 a 0, a decisão vai para os pênaltis. Para ficar com a
vaga, o time de Pernambuco precisa bater os paulistas por dois gols
de diferença na próxima terça-feira.
- Mesmo que não tenha tocado a bola, o Ortigoza ajudou a enganar o
goleiro com o movimento de cabeça. Não tem problema ter dado para
ele. O importante foi que conseguimos vencer a partida em casa e
sem sofrer gols – disse.
CONFIRA O RAIO X DAS OITAVAS-DE-FINAL DA TAÇA LIBERTADORES
Corinthians x Palmeiras: um derby com 92 anos de muita história escrito em quarta 06 maio 2009 12:58
Corinthians e Palmeiras mantêm uma das mais antigas rivalidades do futebol brasileiro. O Derby foi disputado pela primeira vez há 92 anos. Em 6 de maio de 1917, o Palestra Itália (atuando com as cores da bandeira italiana - verde, branco e vermelho) venceu o confronto inaugural por 3 a 0. Caetano marcou os três gols do jogo, válido pelo Campeonato Paulista.
Três meses depois, um novo embate e mais uma vez o Palestra levou a melhor, agora por 3 a 1. Caetano, Ministro e Severino fizeram os gols alviverdes, e Neco marcou o tento solitário do Timão, ainda pelo Paulista de 1917.
A rivalidade entre as torcidas dos clubes começou a surgir antes da terceira partida. Os atletas do Corinthians almoçavam em uma pensão na tarde do dia 17 de março de 1918, quando, diz a lenda, que os jogadores do Palestra Itália jogaram um osso de boi com a inscrição “O Corinthians é canja de galinha para o Palestra” sobre os atletas alvinegros. Isso mexeu com os brios da equipe corintiana, o que a fez lutar muito durante o jogo, que terminou empatado por 3 a 3 (Heitor marcou todos os gols dos palestrinos e Neco (2) e Bororó fizeram para os alvinegros). O osso se tornou um símbolo de garra do time na época e está guardado na sede do clube até os dias de hoje.
A primeira vitória do Corinthians aconteceu na sexta partida entre os dois times, disputada em 3 de maio de 1919. O Alvinegro venceu por 3 a 0 no estádio da Floresta, gols de Américo, Garcia e Roverso.
O maior tabu da história do clássico ocorreu no ínício dos anos 30. De 4 de maio de 1930 a 5 de agosto de 1934, o Palmeiras obteve 11 vitórias e um empate diante do rival. A maior goleada do clássico aconteceu neste período: Palmeiras 8 a 0, em 5 de novembro de 1933, em partida válida por duas competições (Campeonato Paulista e Torneio Rio-São Paulo). Titular do Brasil na Copa de 38, Romeu Pellicciari marcou quatro vezes, Imparato, três, com Gabardo completando o placar. A equipe do Palestra foi comandada por Humberto Cabeli e formou com Nascimento, Carnera e Junqueira; Tunga, Dula e Tuffy; Avelino, Gabardo, Romeu Pellicciari, Lara e Imparato. A farra palestrina acabou no 30 de setembro de 1934 com uma vitória corintiana por 2 a 0 (gols de Zuza).
A primeira decisão entre os dois clubes ocorreu em 9 de maio de 1937. E o Palestra confirmou seu predomínio na década. Após dois empates por 0 a 0 no Palestra Itália e no Parque São Jorge, a última partida foi marcada para o estádio dos palestrinos. Luizinho e Moacyr garantiram o placar de 2 a 1 (Filó descontou para o alvinegro), e o Palestra conquistou o Campeonato Paulista de 1936.
Em 25 de abril de 1948, o Palmeiras goleou novamente o Corinthians. Jogando no Pacambu, o Verdão venceu por 6 a 0, com gols de Bóvio (dois), Osvaldinho, Canhotinho, Artur e Lula. A maior goleada do Corinthians aconteceu em 27 de agosto de 1952, também no Pacaembu. Carbone marcou quatro vezes nos 5 a 1 (Cláudio para o alvinegro e Odair para o alviverde completaram o placar).
Apenas cinco meses depois, em 18 de janeiro de 1953, o Pacaembu
presenciou um dos melhores jogos da história do clássico. Pelo
Campeonato Paulista, o Corinthians venceu o Palmeiras por 6 a 4 em
um jogo empolgante e cheio de viradas. Cláudio (3), Baltazar (2) e
Carbone marcaram os gols alvinegros. Odair (2), Rodrigues e Liminha
descontaram para os alviverdes.
Timão, campeão do centenário
No ano seguinte, os gigantes ficaram novamente frente a frente no Pacaembu, em jogo que decidia o título paulista de 1954. E o Corinthians ficou com a histórica taça do IV Centenário de São Paulo com um empate por 1 a 1, em um estádio lotado no dia 6 de fevereiro de 1955. Luisinho para o Timão, e Nei para o Verdão marcaram os gols da partida. Uma curiosidade do jogo é que a equipe comandada por Aymoré Moreira perdeu o título vestindo azul (uniforme que homenageava a seleção Italiana). O alvinegro foi campeão sob o comando de Oswaldo Brandão, que mandou a campo o time com Gilmar, Homero e Alan; Idário, Goiano e Roberto; Cláudio, Luizinho, Baltazar, Rafael e Simão.
Vinte anos depois, a festa foi dos palmeirenses. Com a vitória por 1 a 0 na decisão do Paulista de 74, o Verdão fez o maior adversário completar 21 anos sem conquistas estaduais. Após o gol de Ronaldo, em 22 de dezembro de 1974, o Morumbi foi invadido pelo grito “Zunzunzum, é 21!”.
Em 1º de agosto de 1982, o Corinthians iguala seu maior triunfo no derby e, novamente, venceu o rival por 5 a 1, desta vez pelo Campeonato Paulista. O destaque da partida foi o corintiano Casagrande, que deixou sua marca três vezes. Sócrates e Biro-Biro fazendo os outros gols alvinegros. Jorginho descontou para os alviverdes
Outro jogo marcante ocorreu em 1993. Após perder o primeiro jogo da decisão por 1 a 0, com o famoso gol de Viola imitando um porco, o Palmeiras voltou a comemorar um título em São Paulo ao bater o Timão por 4 a 0, incluindo a prorrogação
A última conquista havia sido em 1976.
Dois anos depois, o Timão deu o troco, vencendo o rival na decisão, com um golaço de falta de Marcelinho Carioca
E em 1999, o Corinthians ganhou o Paulista em cima do adversário alviverde. No duelo que ficou marcado pela confusão após as embaixadinhas de Edilson. Mas foi eliminado da Libertadores pelo grande rival . no jogo em que Marcos pegou um pênalti cobrado por Marcelinho.
Estatísticas:
329 partidas
119 vitórias do Palmeiras
112 vitórias do Corinthians
98 empates
Gols do Palmeiras: 483
Gols do Corinthians: 442
Artilheiros:
Cláudio (Corinthians): 21 gols
Heitor (Palmeiras): 14 gols
Jogador que mais atuou: Ademir da Guia (Palmeiras): 57 partidas
Preocupado com o início do Brasileiro, Luxa dá folga para o elenco palmeirense escrito em quarta 06 maio 2009 12:49
Vanderlei Luxemburgo dá descanso ao grupo, após vitória na primeira partida das oitavas-de-final da Libertadores contra o Sport]
Depois de vencer o Sport por 1 a 0 no Palestra Itália e garantir
vantagem para o confronto da próxima semana contra os pernambucanos
no Recife, o elenco palmeirense ganhou a quarta-feira de folga do
técnico Vanderlei Luxemburgo. O confronto na casa alviverde foi
válido pelas oitavas-de-final da Taça
Libertadores.
- Vamos dar uma folga para os jogadores descansarem e ficarem um
pouco com a família antes do Brasileiro e da viagem – disse
Luxemburgo.
Antes de definir a sua permanência no torneio continental, na
próxima terça-feira, no Recife, o Palmeiras enfrenta o Coritiba neste sábado, no Palestra Itália,
pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Para o duelo inaugural
do Nacional, Luxemburgo teme poupar alguns atletas e depois sofrer
nas partidas seguintes da competição para se recuperar na tabela em
caso de tropeço.
- O Brasileiro tem 38 jogos e na Libertadores podemos ter só mais
um. Um (campeonato) tem recuperação e outro não. Não tenho
pensamento de tirar ninguém. Dei folga para todo mundo e vamos ver
o que faremos. É complicado um time grande iniciar uma competição
na zona de rebaixamento. No ano passado o Fluminense fez isso e capengou no Brasileiro
– comentou Luxemburgo, lembrando do desempenho do Tricolor,
vice-campeão da Libertadores de 2008, e que chegou a ocupar a zona
da degola no Nacional.




